Parece, pelo que percebi, que o editor de blogs do UOL mudou um pouco... depois vou dar uma olhada nisso.. quem sabe não mudo a cara desse "diário"...ele é tão...2004!
Escrito por M.E às 11h09
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Lírico
Mínimo. Sem sal. Sem Vela. Nem choro. Um post averso aos outros que são, por si sós - ou a sós- o avesso do que prega a internet de pílulas e instant messages. Sem mágoas ou ressentimentos, sem falar de mim também. Senti vontade de blogar e também de pensar sobre o que tanto me atormenta: critico tanto aqueles que ficam sob as marquises da cultura destilando seu profundo conhecimento sobre os berços das artes, mas acabo sendo eu mesmo assim, uma enciclopédia caminhante de Pop-arte, um arquivo mitológico de "Tudo aquilo que é básico sobre nossas artes e você tem que saber". Sou um museuzinho egocêntrico a céu aberto. Só não uso óculos-anos80, nem camisas com estampas fashions, nem ouço eletro e não colo na Augusta.
Escrito por M.E às 20h36
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Só porque você passou por aqui faz sentindo voltar e reavivar cada coisa... Não se assuste com minhas maluquices, tudo faz parte de uma imensidão que cabe dentro de mim... P/ RS
Escrito por M.E às 17h48
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9 meses e uns dias
Uma agulha fina se aproxima - Os meses passaram, lentos, graduais, meses Ela me amedronta porque passeia, escolhe o melhor local - Um líquido amarelado...não âmbar - Isso percorre o sangue, estigmatiza, causa delírios.
As palavras andaram tão enferrujadas que me são estranhas - olho para elas e não me reconheço como o pária que as escreveu. - Atiraram no dramaturgo esses dias, não temos nada em comum, mas a bala me corroeu -
Escrito por M.E às 13h58
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Pq de td isso?
Um dia me perguntaram sobre o que eu gosto de escrever. - Sobre o que me provocar - humildemente respondi. Acreditam que está pergunta me deixou a remoer pensamentos? Escrever deixou de ser uma compulsão e passou a ser um hábito quase que medicamentosamente controlado. Mas eu ainda continuo a escrever sobre pequenas coisas,as minhas pequenas coisas. Sobre um sentimento,uma briga,um tchau,um livro,uma nota....sobre alguém. E os meus alguens são tão singulares,tão auto suficientes,tão alheios que nem sei se deveria gastar linhas com eles (as). Não. Os alguens que me provocam,me cativam,me enervam ou me comovem são muito meus. E ficam todos pendurados na parede da minha sala.
Escrito por M.E às 22h37
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Parei de escrever,pra parar pra pensar...
Às vezes é necessário divagar,levar a vida,se enganar.
Escrito por M.E às 15h29
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A tal educação
Ontem estive pensando,
somos mesmo máquinas milimétricamente ajustadas em prol de um fim...
... o fim da espontâneidade.
Ser diferente significa rigorosamente sem igual a um milhão de diferentes que,não por acaso,criaram a cultura e os modos do "ser diferente".
A gente cresce pra se espelhar em um exemplo imposto. Muitos se espelham no herói proposto,outros poucos,têm coragem de assumir no próprio rosto as feições do vilão: jocoso,inescrupuloso e invariávelmente invejoso.
Não se trata de uma luta entre o bem o mal...o mundo é mais como uma bola trasparente onde cada singular indigente escolhe entre viver o igual ou parecer o falso diferente.
Escrito por M.E às 08h39
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Deixei as coisas ficarem empoeiradas por aqui.
As frases feitas,as piadas,o sentimento....sabe toda aquela bagunça? Ficou mofando aqui por longos 5 meses.
Quando fui,era primavera.
Quando fui,era....
Agora...existem milhares de outras pequeninas coisas,mimos,quase grãos de areia daqueles que só encomodam a uma pessoa.
Impossível dizer que não senti saudades,mas agora,é hora de reciclar,reviver,recriar.
19 + 1
Escrito por M.E às 15h27
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Em branco
Passei a limpo as tristes mágoas,
o topo dessa amargura não me contenta mais.
O porto seguro ficou obscuro,mascarado por um densa névoa,
e encontrar a ilha é cada vez mais difícil.
A ilha está mais distante.
Escrito por M.E às 11h30
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C'est la vie
E agora,o que eu faço com a minha vida,despedaçada em minhas mãos...
Um coração partido,cheio de dor,de tristeza...
É a vida,nem tudo se pode alterar,nem tudo deve ser cambiado...
Tengo que dejar el rio seguir su curso...
Hasta el fin del oceano.
04/setembro/2007 Um grande pedaço do meu coração vai para o Paraná
Escrito por M.E às 10h13
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And now...
Não há como negar,as manhãs são sim mais mansas e mais sublimes...
O tempo,esse eu já não conto pelo relógio,não o controlo,não o persigo.
E o mundo passou a girar dentro de mim,toda a vertigem do mundo dentro de mim.
Agora eu não preciso de pressa,não preciso mais me procurar pois já me encontrei exatamente dentro de mim.
Agora só vou saborear esse doce gosto e mais nada.
Escrito por M.E às 12h10
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constatações
Cárcere das almas
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa, Soluçando nas trevas, entre as grades Do calabouço olhando imensidades, Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza Quando a alma entre grilhões as liberdades Sonha e, sonhando, as imortalidades Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas Nas prisões colossais e abandonadas, Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves, que chaveiro do Céu possui as chaves para abrir-vos as portas do Mistério?!
Cruz e Sousa
Escrito por M.E às 12h09
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Conclui-se
Minha vaidade cegou-me
Tua castidade enlouqueceu-te
Minha vontade dominou-me
Tua fidelidade prendeu-te
Em comum? Somente os lamentos...
Escrito por M.E às 09h27
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o pulso
Tudo se tornou uma mentira...
E eu evito me encontrar com este sentimento,evito me entregar a isto.
As virgulas,sim elas mesmas,sao as pausas breves que me deixam respirar...sao como feiches de luz...fracos como eu.
Os acentos,ah! esses sao mera formalidade. Odeio formalidades,odeio nomenclaturas, ah! odeio tambem jilo....com ou sem acento...
E tudo isso pra que?, Pra que ?,pergunta meu coracao. Esse,mera maquina que bombeia litros de sangue pro meu corpo inteiro formando uma corrente,mantendo meu pulso.
Percebe a ironia? meu coracao cria a corrente que prende meu pulso. Meu coracao me prende!
Escrito por M.E às 20h07
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Somente para ti...
- Oi,tudo bem?
- Dessa vez não
- Que se passou contigo?
- Posso te pedir uma coisa?
- Claro.
- Deixa eu me deitar no teu colo e ficar aqui como se nada de ruim tivesse acontecido,como se eu não me sentisse sozinha novamente
- \momento de silencio\
Escrito por M.E às 19h33
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anunciação...
- Maldito!,outra vez és o maldito sentimento que queima,instiga,cega,enlouquece! Essa abstração,esse movimento sem nexo que eu repito na tentativa de me acudir,simplesmente me revela quanto eu cai,quão desgraçadamente me deixei levar e fechei os olhos!
E um suspiro a mais...
...fim!
(...)
"A tua dor cristalizou-se outrora
na dor profunda mais dilacerada
E das dores estranhas,ó Astro,agora,
És a suprema Dor cristalizada!..."
Cruz e Sousa
Escrito por M.E às 14h49
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De volta
Após um tempo com meu blog bloqueado estou de volta. nada melhor do que celebrar a possibilidade de fazer,ver,ser e ter.
(...)
Porém tu,afinal,ressuscitaste
E tudo em mim ressuscita,
E o meu Amor,que repurificaste,
Canta na paz infinita!
Cruz e Sousa
Escrito por M.E às 09h27
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Escrever,escrevo...
Sobre escrever:para falar sobre escrever,escrevo de novo. Para defender o meu escrever,escrevo de novo. Para divulgar o escrever,escrevo como louco. Para viver de escrever,escrevo mentiras.
O Assinalado
Tu és o louco da imortal loucura. O louco da loucura mais suprema, A terra é sempre a tua negra algema, Prende-te nela a extrema Desventura.
Mas essa mesma algema de amargura, Mas essa mesma Desventura extrema Faz que tu'alma suplicando gema E rebente em estrelas de ternura.
Tu és o Poeta, o grande Assinalado Que povoas o mundo despovoado, Das belezas eternas, pouco a pouco.
Na Natureza prodigiosa e rica Toda a audácia dos nervos justifica Os teus espasmos imortais de louco!
Cruz e Sousa
Escrito por M.E às 16h25
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Agenda
Alçar novo voô não é algo por vaidade,não é lazer,nem mesmo atividade qualquer. O novo,o cru,o começo é um caminho insistente o sonho é o que ainda me comove.
REPOUSO
A cabeça pendida docemente Em sonhos, sonha o sonhador inquieto, Repousa e nesse repousar discreto É sempre o sonho o seu bordão clemente.
Cego desta Prisão impenitente Da Terra e cego do profundo Afeto, O sonho é sempre o seu bordão secreto O seu guia divino e refulgente.
Nem no repouso encontra a paz que espera, Para lhe adormecer toda a quimera, Os círculos fatais do seu Inferno.
Entre a calma aparente, a estranha calma, O seu repouso é sempre a febre d'alma, O seu repouso é sonho, e sonho eterno.
Cruz e Sousa
Escrito por M.E às 17h01
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indagações
Porque essa música não sai da minha cabeça,porque o meu olhar busca o teu,porque as palavras soam sempre mais fatais,porque o erro vai ser sempre meu?
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Helena Elis - Lugares Proibidos
Eu gosto do claro quando é claro que você me ama Eu gosto do escuro no escuro com você na cama Eu gosto do não se você diz não viver sem mim Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui Eu gosto do nada que te leve para longe Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo Adoro a pressa quando sinto Sua pressa em vir me amar Venero a saudade quando ela está pra terminar Baby, com você já, já
Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão Versos e beijos e o seu nome no cartão Me leve café na cama amanhã Eu finjo que não esperava Gosto de fazer amor fora de hora Lugares proibidos com você na estrada Adoro surpresas sem data Chega mais cedo amor Eu finjo que não esperava
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós E de telefone, se do outro lado é a sua voz Adoro a pressa quando sinto Sua pressa em vir me amar Venero a saudade quando ela está pra terminar Baby com você chegando já |
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Escrito por M.E às 18h06
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